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Pelo 5º ano consecutivo, APSI e GNR unem esforços para proteger o futuro das nossas crianças.
A água é sinónimo de diversão, férias e momentos felizes em família, mas continua a esconder um dos maiores riscos para as nossas crianças e jovens.
Em poucos segundos e de forma silenciosa, um momento de distração pode mudar, não uma, mas várias vidas para sempre.
A nossa missão conjunta é simples, mas vital: garantir que nenhuma criança perde a vida na água.
Nas últimas duas décadas, o esforço contínuo das campanhas da APSI contribuiu para uma descida histórica e muito significativa nas estatísticas em Portugal: o número de mortes anuais baixou de 28 para 8 e os internamentos caíram de 49 para 13. Mas o perigo não desapareceu e os dados mais recentes mostram que não podemos baixar a guarda.
O que os dados oficiais revelam é preocupante e deveria colocar-nos a todos em estado de alerta:
- Mortalidade a subir: Entre 2020 e 2022, a média anual de mortes por afogamento mais que duplicou (subindo para 15 por ano). Embora 2023 e 2024 (último ano de que há dados oficiais) tenham registado ligeiras descidas, os números continuam acima dos mínimos históricos.
- Emergências em crescimento: Desde 2020 que os acionamentos do 112/INEM devido a afogamentos e acidentes de mergulho superam as 100 ocorrências por ano.
- Um ano de 2025 crítico: as informações recolhidas através da imprensa, em 2025, indicam um volume de ocorrências anormalmente elevado, com 33 casos e 12 mortes.
Conhecer o Risco Para Mudar o Padrão
Os acidentes não acontecem por acaso. O relatório dos últimos 5 anos detalha que o risco muda à medida que as crianças crescem, concentrando-se fortemente nos rapazes e nos meses de verão (agosto, julho e junho):
* O perigo silencioso em casa (0-4 anos): É a faixa etária com maior número de internamentos. O maior volume de afogamentos acontece onde nos sentimos mais seguros: nas piscinas de uso particular.
* O desafio da autonomia (10-19 anos): São as idades em que se regista o maior número de mortes (38 óbitos nos últimos 5 anos). Acontecem mais, e ultimamente em maior número, nos planos de água naturais (rios, ribeiras, lagoas e praias).
APSI & GNR: Juntas por uma Vigilância Ativa
Face à evolução destes padrões de risco, a APSI e GNR uniram forças para levar a sensibilização mais longe — desde as comunidades locais e praias fluviais do interior do país até às zonas costeiras e lares com piscinas privadas.
O afogamento é rápido, silencioso e pode acontecer em poucos centímetros de água. Mas pode ser evitado. Nesta página irá encontrar todas as ferramentas, conselhos e diretrizes desta campanha para proteger quem mais ama.
A segurança na água não tira férias. Junte-se a nós, pratique uma vigilância ativa e proteja as nossas crianças.
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