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“Vou desenhar o frio!”, não são a Pocahontas, mas decidiram pintar com as cores do vento


Se passou por Arroios nas últimas semanas pode ter reparado que as ruas estiveram sarapintadas com o laranja e amarelo dos coletes refletores dos mais novos. As crianças saíram das salas de aula e foram descobrir os melhores lugares para se brincar perto das suas escolas. 

Numa entrevista recente, dada à Rádio Miúdos, o professor Carlos Neto disse que mais que testes para fazer, as crianças precisam de problemas para resolver. E é mesmo isso que as Rotas do Brincar fazem. O problema colocado às crianças é o seguinte: o que é que os espaços públicos precisam de ter para que se possa lá brincar? Assim, tal como um detetive coleciona provas até encontrar o culpado, também as crianças são levadas a colecionar momentos, até chegarem à solução. As Rotas do Brincar estão inseridas num projeto de intervenção social, o Brincapé, coliderado pela APSI e pela associação 123 Macaquinho de Xinês e financiado pelo BIP ZIP da Câmara Municipal de Lisboa.

Tudo começa com as crianças a escolherem as brincadeiras que mais gostam e que recursos o espaço precisa de ter para as fazer acontecer. Depois elegem um lugar para brincar, perto da sua escola, que é visitado na segunda sessão. Aí, depois de explorarem o lugar e conhecerem as pessoas que o habitam, percebem os recursos que o espaço tem a nível de equipamentos, elementos naturais, entre outros. Na terceira parte da atividade, e já de volta às escolas, inventam um jogo totalmente novo, que servirá de mote à brincadeira naquele lugar, que é depois incorporado num mapa, criando assim a Rota do Brincar.

Ao saírem da sala de aulas, as crianças descobrem maneiras de “pintar o frio” ou de “subir à natureza”. Têm oportunidade de discutir com o pintor que desenha no largo ideias sobre arte, “se fosse eu, pintava primeiro, não fazia os contornos”, dizem elas. Podem brincar com o cão do vizinho ou juntar toda a turma para um gigante jogo da apanhada “foi tão fixe!” e “não vale copinho de leite, lá porque és pequenino não significa que não podes ser a apanhar”. E no final de tudo, podem-nos ensinar a nós, coisas que já esquecemos – “a macaca já existe”, “não interessa, o mais importante é divertirmo-nos”. 

 ©APSI2023

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