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Brincar na água em Segurança Conferência de Imprensa 2009
O afogamento na criança, ou acidente por submersão, é um acontecimento trágico, rápido e silencioso, que pode ocorrer em muito pouca água.
Ocorre em ambientes familiares como a banheira, tanque de roupa ou rega, poço, fossa, piscina, lago de jardim, rio, praia ou mesmo baldes e alguidares.
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10 Conselhos Rápidos para Evitar os Afogamentos de Crianças
1. Perto da água, não perca as crianças de vista nem por um segundo.
2. Dificulte o acesso das crianças aos locais com água: vede ou cubra piscinas, lagos, tanques, poços e fossas.
3. Nunca deixe uma criança de 3 ou 4 anos sozinha na banheira durante o banho.
4. Despeje toda a água de baldes, alguidares e banheiras logo após a utilização.
5. Coloque sempre às crianças braçadeiras em águas paradas, transparentes e pouco profundas ou um colete salva-vidas em águas agitadas, turvas ou profundas.
6. Escolha praias e piscinas vigiadas e cumpre a sinalização.
7. Ensine as crianças a nadar, mas mantenha a vigilância.
8. Ensine as crianças a nunca irem nadar sozinhas e não mergulhar de cabeça sem conhecer bem a profundidade da água.
9. Aprenda a fazer reanimação cardio-respiratório, esse gesto pode salvar uma vida. Faça um curso de Primeiros Socorros!
10. Em Férias, redobre a vigilância. O primeiro dia e o final da tarde são os momentos em que acontecem mais afogamentos.
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Esteja preparado para evitar o acidente. Deixe as crianças brincar na água, em segurança. Leia atentamente as recomendações que se seguem:
Vigie activamente e em permanência as crianças na água
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Não espere ouvir barulho. Uma criança não esbraceja nem grita quando cai à água: afoga-se em silêncio absoluto.
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Se houver água por perto, não perca as crianças de vista nem por um segundo;
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Durante o banho, nunca deixe uma criança com menos de 3 anos sozinha na banheira; não atenda o telefone nem a porta. Despeje a água da banheira imediatamente após a utilização;
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Esvazie baldes e alguidares, logo após a utilização.
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O álcool pode interferir com o seu estado de vigília e com a sua capacidade de nadar. Se está a vigiar crianças, mantenha-se sóbrio.
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Escolha praias e piscinas vigiadas
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Localize o nadador salvador e informe-se sobre as precauções que deve tomar. Cumpra a sinalização.
Vedações
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A existência de uma boa vedação diminui para metade o número de acidentes por submersão nas piscinas.
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Vede a sua piscina, tanque de rega ou o lago do jardim. Cubra adequadamente os poços e as fossas. É importante dificultar o acesso das crianças pequenas à água através de barreiras físicas.
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Há outras barreiras físicas tais como o abrigo e a cobertura rígida, electrónica ou manual, mas deverá assegurar-se de que estão sempre fechadas quando não está nenhum adulto a utilizar a piscina. As coberturas maleáveis não são indicadas para evitar o afogamento uma vez que facilmente acumulam água, ou poderão permitir que uma criança escorregue por baixo delas;
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A colocação de um alarme, mesmo com vedação, pode ser um bom auxiliar da vigilância, no caso da criança conseguir transpor as barreiras físicas. Não se esqueça de verificar regularmente o seu bom funcionamento.
Utilize auxiliares de flutuação
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Os coletes de salvação e as braçadeiras facilitam a flutuação, mas não substituem nunca a vigilância activa do adulto. Estima-se que 85% dos afogamentos em acidentes com barcos poderiam ter sido evitados se a vítima utilizasse colete de salvação.
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Em águas agitadas, turvas ou profundas, quando andar de barco ou praticar desportos náuticos, coloque sempre à criança um colete de salvação adequado ao seu peso e tamanho. Este colete deve obedecer às normas de segurança europeias e não pode ser insuflável.
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Coloque sempre braçadeiras bem ajustadas, em águas paradas, transparentes e pouco profundas.
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As bóias e colchões insufláveis são perigosos e não devem ser usados por crianças. Viram-se facilmente ou podem ser arrastados pelo vento.
Ensine as crianças a nadar
Em Férias
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Em férias, redobre a vigilância. O primeiro dia de férias e o final da tarde são as alturas em que acontecem mais afogamentos.
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Informe-se previamente na sua agência de viagens sobre as condições de segurança na água no seu destino de férias.
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Quando chegar, e antes de desfazer as malas, inspeccione o local onde vai viver nos próximos tempos, verificando o acesso a piscinas, lagos, tranques, poços, rios ou mar.
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Localize o telefone que vai utilizar e coloque o número de emergência e a morada de férias em local visível.
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Utilize embarcações aquáticas em segurança
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Respeite e faça respeitar as zonas de banhistas. Jovens com menos de 16 anos não devem conduzir embarcações pessoais como motos de água ou outras. Lembre-se que o colete de salvação deve ser sempre utilizado.
Ensine à criança comportamentos seguros na água:
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Nunca nadar sozinha;
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Nadar paralelamente à margem;
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Nunca mergulhar de cabeça sem saber bem qual a profundidade da água ou se existem rochas ou desníveis no fundo; não mergulhar em pontões;
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Nunca atrapalhar outras crianças com brincadeiras perigosas (submersão da cabeça, empurrões para a água...).
O sol pode provocar queimaduras graves na pele.
A sua atitude pode salvar a vida de uma criança. Prepara-se. Se ocorrer um acidente por submersão e a criança parar de respirar, saiba como agir:
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Tenha um telefone portátil à mão ou localize previamente o telefone mais próximo;
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Se possível, alerte o nadador salvador;
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Chame o 112 e dê indicações precisas sobre o local onde se encontra;
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Se souber, inicie a reanimação cardio-respiratória e mantenha-a até à chegada da ambulância.
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Em caso de paragem cardio-respiratória devido a um acidente por submersão, o início imediato da reanimação cardio-respiratória é fundamental. Tire um curso de socorrismo.
A sobrevivência e a qualidade de vida dependem do estado da criança nos primeiros 10 minutos. As sequelas podem ficar para toda a vida e dependem do estado da criança ao chegar ao hospital.
Esteja preparado. Você pode salvar uma vida.
Consulte aqui o folheto
Conferência de Imprensa “Prevenir os Afogamentos de Crianças 2009”
28 de Maio, pelas 10h00, no Tivoli Marina Hotel, Vilamoura, Algarve
150 CRIANÇAS MORRERAM AFOGADAS DESDE 2002
O afogamento continua a ser a 2ª causa de morte acidental nas crianças, ultrapassada apenas pelas mortes em acidentes rodoviários. Em Portugal, nos últimos 7 anos, estima-se que cerca de 150 crianças e adolescentes até aos 18 anos morreram por afogamento. O número de mortes por ano tem-se mantido relativamente estável desde 2005, altura em se verificou um decréscimo acentuado no número de casos fatais (a média de mortes/ano entre 2002 e 2004 foi de 27, enquanto que a média estimada entre 2005 e 2008 é de 17).
Relatório de Afogamentos 2007-2008 NOVO!
Conferência de Imprensa "Prevenir os Afogamentos de Crianças 2009"
Recomendações para a escolha de uma vedação eficaz
Recomendações para a escolha de Braçadeiras e Coletes Salva-vidas
A APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil, em parceria com a Administração Regional de Saúde do Algarve, apresentou no dia 28 de Maio, pelas 10h00m no Tivoli Marina Hotel, em Vilamoura, Algarve, o Relatório de Afogamentos 2007-2008. No início da época balnear de 2009, a APSI vai ainda apresentar os casos ocorridos no Hospital de Faro e debater o papel das autarquias e da saúde na prevenção dos afogamentos.
A conferência de imprensa marca o arranque em 2009 da Campanha de Segurança na Água da APSI, “A Morte por Afogamento é Rápida e Silenciosa”. Desde o seu lançamento, em 2003, a APSI tem procurado não só sensibilizar e informar a opinião pública sobre os riscos e medidas de prevenção mais eficazes e necessárias, mas também alertar o poder político central e local para a urgência de actuar através do esclarecimento das populações e formação dos profissionais, do levantamento da realidade portuguesa a nível nacional e local e da necessidade de enquadramento legislativo e fiscalização.
Relatório afogamentos 2005-2006
Documentos sobre afogamento e Campanha de Segurança na Água 2005
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