Campanha Segurança na Água 2005
APSI lança Campanha Segurança na Água 2005 com o seguinte apelo: os afogamentos são um problema de saúde pública, cuja responsabilidade na contribuição para a prevenção e diminuição das mortes de crianças neste verão, passa por todos.
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Os afogamentos continuam a ser a segunda causa de morte nas crianças e jovens em Portugal, ocasionando cerca de 30 por ano, em lugares tão improváveis como as banheiras, alguidares, poços, tanques e fossas, sem deixar de fora os mais óbvios como piscinas, lagoas e praias de rio e mar, principalmente as não vigiadas.
Durante as campanhas de 2003 e 2004, a APSI conseguiu, com a ajuda da comunicação social e dos parceiros, sensibilizar para a problemática dos afogamentos enquanto realidade nacional, alertando para a sua gravidade e relevância. Mas isso não é suficiente para acabar de vez com os afogamentos infantis e juvenis em Portugal.
É urgente a necessidade do envolvimento e do trabalho conjunto das autoridades e entidades locais para debater o tema e desenvolver estratégias adequadas à realidade de cada comunidade, ajudando a identificar as causas e a encontrar soluções locais uma vez que os tipos de afogamento diferem consoante as regiões do País e as suas particularidades físicas, demográficas e socioculturais.
É fundamental partilhar responsabilidades!:
Esclarecimento às populações – Aos poderes locais, responsáveis pela saúde pública das populações (Autarquias, Governos Civis, Administrações Regionais ou Sub-regiões de Saúde, etc.), cabem acções como a promoção de seminários que permitam o contacto directo com as comunidades (líderes de opinião, dirigentes de associações e estabelecimentos locais, proprietários de empreendimentos turísticos ou agrícolas, profissionais de saúde, educação e outros, pais em geral, etc.), informando, sensibilizando e debatendo a solução dos problemas. Só assim se poderá dar resposta aos problemas reais ligados à especificidade local (zona rural com poços e tanques, zona turística com piscinas e praias, etc.). A APSI desloca-se a qualquer ponto do País, contribuindo para esta tarefa a pedido dessas entidades. Saiba mais
A encomenda, distribuição e afixação de materiais impressos com mensagens de prevenção é também uma forma complementar de divulgação de informações que podem ser vitais (folhetos, cartazes e outros). No entanto, nunca será de excluir a necessidade do contacto directo com alguns segmentos da população, em particular. Saiba mais
Levantamento das situações regionais ou nacional - o Governo, em articulação com as autoridades locais, deve promover o registo rigoroso das ocorrências, mortais ou não, e do tratamento de dados bem como da sua publicação atempada. A deficiência de dados estatísticos sobre as causas e os mecanismos dos acidentes resulta numa sociedade mais vulnerável, carente de informações e com fraca capacidade de resposta, dificultando uma acção estratégica direccionada e eficaz. Os últimos dados oficiais sobre mortalidade publicados pelo INE datam de 2002.
Pressão para um enquadramento legal – A APSI considera fundamental a regulamentação da existência de barreiras físicas em piscinas, nomeadamente em habitações e condomínios alugados a famílias em férias. Cabe aos senhorios assegurar a segurança das suas propriedades, à semelhança do que acontece em França. Na Nova Zelândia, na Austrália e na Suécia, em que esta medida de protecção é obrigatória há vários anos, o número de mortes em piscinas sofreu uma redução considerável.
Outra questão a considerar é a inclusão de cursos de primeiros socorros nos currículos escolares, nomeadamente ao nível do 3º ciclo do ensino básico, já que do socorro imediato e eficaz dependerá a vida ou a qualidade de vida futura da vítima.
Ao poder local cabe ainda a responsabilidade de fornecer apoio técnico, e eventualmente financeiro, que contribua para o cumprimento da legislação existente ou para a implementação de medidas de prevenção.
Divulgação das mensagens – A colaboração da comunicação social assume mais uma vez um papel fundamental e representa uma ajuda preciosa na pressão para que todos assumam as suas responsabilidades.
Os afogamentos são um problema real e grave de saúde pública. A responsabilidade pela prevenção e diminuição das mortes de crianças neste Verão, passa por todos. Faça a sua parte!
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